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terça-feira, setembro 23, 2008

Lisboa, cidade amiga das pessoas


Lisboa está a mudar!...
É uma mensagem cheia de esperança que esta frase contém... A esperança que deveria ser a última a morrer, para mim morreu há alguns anos atrás quando desisti de viver em Lisboa e fui obrigado a viver num concelho vizinho em 1995.
A principal razão que me fez mudar foi o preço da habitação em Lisboa relativamente à qualidade de vida que tinha com esse custo. Ou seja, o beneficio que retirava da centralidade de viver em Lisboa era muito pouco e resumia-se à fuga do trânsito que diariamente entra na cidade, quando o fim-de-semana chegava era inevitável a minha fuga para fora da cidade, tal como faziam grande parte dos habitantes da altura, as ruas desertas a partir de sábado à tarde davam-me uma grande depressão, a cidade parecia adormecida à espera da segunda-feira e mais uma semana de trabalho.
Nunca consegui perceber os dirigentes autarquicos da altura, viram a cidade ser tomada pelos serviços e não terem qualquer preocupação com a dramática perda de munícepes.
Finalmente começo a ver que os politicos também conseguem sentir a cidade e pensá-la de uma forma mais humana, o que me devolve alguma esperança.
Os novos projectos para a cidade de Lisboa, dos quais destaco os 80 Km de ciclovias e a interdição do transito a veículos na baixa, com a construção de dois túneis que circularão aqula zona, são duas medidas importantissímas para a revitalização de um espaço que está a morrer.
É preciso coragem política para levar a cabo o fecho da baixa pombalina à circulação automóvel, mas o benefício que todos podem tirar é bem maior que os transtornos que irá causar. É preciso acabar com o triste hábito de as pessoas quererem levar o carro se possível para dentro das lojas, quando vão a um Colombo fazem também quilometros a pé dentro de um espaço fechado e não protestam, porquê não os fazerem ao ar livre sem poluição?
Em relação às vias cicláveis acho que a autarquia podia ir mais longe e em coordenação com Almada encontrar solução para criar uma travessia mista, pedonal e bicicleta entre as duas margens,poderá não ser facil do ponto de vista técnico pois a ponte 25 de Abril parece já não ter espaço disponível, no entanto, a ideia é um desafio para as duas autarquias. É um sonho que eu tenho para Lisboa e que mexe também com muitos interesses instalados, mas este executivo se for novamente eleito nas autárqucas do próximo ano poderá ter novos argumentos para colocar o interesse da população à frente de interesses corporativos.
Para terminar, deixo aqui uma relexão: Será que com os projectos mencionados chega a oportunidade de colocar o comércio da baixa com horário alargado a par dos centros comerciais?
E que tal os comerciantes da baixa criarem uma entidade gestora daquele espaço e passar a ser essa entidade a gerir toda a promoção e comercialização do espaço, tal como se de um centro comercial se tratasse.
A baixa é um centro comercial natural que não consegue reagir à concorrencia que os grandes centros comercias fazem apenas porque a sua gestão está totalmente fragmentada. A baixa está a morrer não é por causa da crise é por causa da dispersão de interesses.

1 Comments:

  • At 20:34, Blogger RH said…

    Gostei muito do seu post. Acho que abordam vários assunto essenciais. É bom poder ver que Lisboa está a mudar e que cada vez mais pessoas escolhem a bicicleta para se deslocar. Até já existem cursos de condução de bicicleta em meio urbano, tanto para pessoas que não sabem pedalar como para pessoas que desejam estar mais confiantes na estrada. Recomendo a Cenas a Pedal que está a dar estes cursos http://www.cenasapedal.com/

     

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